Os 5 maiores equívocos que cometi enquanto designer - Ruan Braz
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Os equívocos acontecem quando não temos clareza. Por isso busque sempre mais conhecimento e informação.

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Escrito por Ruan Braz

há 3 meses

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Desde quando comecei a aprender sobre design até o momento, passei por uma série de erros e acertos que foram importantíssimos para meu desenvolvimento. Dentro desse processo tive a oportunidade de aprender ainda mais sobre o universo do design e clarear minha mente em relação a vários equívocos.

Depois de olhar para trás e ver tudo o que passou, pude perceber que os maiores enganos que cometi são os mesmos que muitos outros designers também cometeram ou vão cometer. Fazendo essa análise considerei ser bem relevante trazer aqui pro blog uma espécie de direção para que outras pessoas tenham a chance de aprender com os erros compartilhados ao invés de sofrer nesse processo.

O que eu vou falar logo em seguida faz parte da minha experiência profissional e acadêmica. Caso você tenha interesse em se aprofundar ainda mais nesse assunto, existe um ebook gratuito no qual exploro bastante essa conversa. Para fazer o download é só clicar no link acima. Sem mais, vamos ao cinco maiores equívocos que eu já cometi como designer.

1. Acreditar que design é para embelezar as coisas

Beleza é um conceito que pode variar muito de pessoa para pessoa. Tendemos a achar belo tudo aquilo que temos algum grau de familiaridade ou está incluso em nosso contexto de alguma forma. Todo conteúdo que absorvemos do mundo, a bagagem que construímos ao longo da vida. Tudo isso se torna uma influência para nosso “medidor” de beleza.

A vantagem é que pessoas que vivem em contextos semelhantes têm a probabilidade de ter gostos semelhantes e é a partir daí que nós designers atuamos. Estudamos o público, entendemos o que ele gosta e não gosta, seus sonhos, seus medos, suas dificuldades e em seguida projetamos para ele, focando na percepção que desejamos passar.

Hoje posso dizer que o maior equívoco que eu já cometi como designer (e que a maioria dos profissionais cometem) foi projetar algo para ser bonito ao invés de pensar na percepção que desejava passar. Quando percebi isso, entendi que design é projeto e, uma vez projeto, deve ser desenvolvido com foco em seu objetivo, que é causar uma percepção X em um público Y.

2. Esquecer do público e focar nos meus gostos

Este engano é uma consequência do anterior. Se você entendeu bem, vai saber que não pode esquecer do público em nenhum momento. Projetar sem estudar o público é como criar algo pautado no que você acha bonitinho e o que você acha bonitinho não tem parâmetros suficientes para ser julgado como efetivo na hora de transmitir determinada percepção.

O seu gosto pessoal é muito importante e você deve enriquecê-lo cada vez mais, mas antes disso, você deve conhecer o público com a maior empatia possível. Depois é que você vai, com base no seu repertório, tomar a decisão mais relevante para alcançar a percepção desejada.

3. Trabalhar sem um briefing

Esse me da até calafrios. Já precisei fazer trabalhos sem ter direção e ficava impossível chegar em um resultado eficiente. Todas as vezes que trabalhei sem briefing eu precisei refazer partes do projeto por causa de pedidos de alteração. O briefing é um documento que reúne todas as informações do projeto e, dessa forma, nos dá clareza de onde estamos e para onde queremos ir. Trabalhar sem briefing é como um jogo de sorte e intuição, as vezes funciona, mas quando não funciona o prejuízo pode ser alto. Nem me pergunte como eu sei disso.

Escrevi um texto no qual explico detalhadamente o que é e como criar um briefing que funciona. Depois de passar aperto eu aprendi que o briefing é uma das etapas mais importantes de um projeto, pois sem ele fica difícil enxergar o caminho que deve ser trilhado. Caso queira saber mais a respeito clique no link para acessar o texto completo.

Briefing: como criar uma estrutura que funciona

4. Pensar que ser designer é dominar os softwares

Acredito fortemente que, se você leu tudo até aqui já não pensa que ser designer é dominar os softwares. Existe muito mais no processo antes de chegarmos de fato nas ferramentas. Mesmo assim, este é um equívoco que eu já cometi e que muitas outras pessoas cometem.

O que acontece é que, quando imaginamos um designer profissional, tendemos a pensar na pessoa que domina o Photoshop, Illustrator e todas as outras ferramentas de edição gráfica. Eu não vou mentir pra você, nós precisamos sim conhecer as ferramentas que temos a nossa disposição, mas isso nem de perto chega a ser a parte mais importante. Muito mais efetivo é focar na sua prática de criação e não no domínio das ferramentas.

5. Pular o básico achando que já sabia

Tipografia, forma e cor. Processo criativo e percepção. Se a maioria dos designers focassem um pouco mais nisso todos já teriam um aumento significativo em seus resultados. O básico ainda é muito subestimado. Geralmente o que vejo é uma galera ansiosa pelo resultado final, seguindo tendências e brincando de customização. Foi assim comigo e ainda é para muita gente.

A chave virou na minha cabeça quando percebi que as melhores peças gráficas são as que conseguem trabalhar bem o básico para criar uma composição que transmite com eficiência a mensagem.

Quer saber mais?

Como disse no início do texto, escrevi um e-book no qual conto um pouco da minha experiência profissional e acadêmica enquanto designer gráfico. Caso tenha interesse em se aprofundar ainda mais nesse assunto, indico que baixe o ebook gratuitamente. Ele é como um guia completo para quem está iniciando a jornada nesse incrível universo do design gráfico.